segunda-feira, 23 de junho de 2014

NA CORRIDA

Esperei o feriado passar para ver se os costumeiros críticos da violência manifestavam-se. Só silêncio. Por aqui, comentaram da ausência de protesto e do clima de festa. Precisei comentar que a imprensa local (daqui) omitiu as BMWs amassadas. Conclusão 1: é a pancadaria da polícia que tem o seu espaço garantido na mídia, não o protesto. Conclusão 2: a quebradeira isolada, sem polícia, foi a superação de toda e qualquer burrice, para sempre haverá um fato real e incontestável a ser alegado como prova de que a origem da violência não é a polícia e que ela tem que ficar próxima às multidões.
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Achei um álbum de figurinha sensacional, uma promoção do supermercado. Tem foto dos ecossistemas brasileiros (ok, colocaram cerrado e pampas com uma cor só e na mesma legenda). Tem foto do tatu bola, de meninos jogando futebol no Leme e explicam que comer menos carne e embutidos ajuda a preservar a floresta. Só não achei as figurinhas, que servem também como carta de jogo e podem ser montadas e desmontadas em tabuleiros que podem ser destacados.
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Venho tendo aulas de sistemas fotovoltaicos. Lição nº 1: cuide onde vai instalar para que não tenha sombra. Vi a foto do Mineirão e não acreditei: colocaram entre cada “string” (nem desconfio o nome em português) um muro fazendo sombra. Só para vocês terem uma ideia, em laboratório fizemos simulações e cobrindo 6% de uma célula (é um dos retângulos que formam a “string”) a produção do conjunto ficou reduzida em 40%, uma sombrinha boba e você recebe só 60% do que poderia – isso sem contar que para a energia solar valer a pena ela tem que ser consumida enquanto é produzida, pois estocá-la ainda é muito caro (ou fizeram investimento que ninguém faz ou não poderão usar a energia limpa no que mais consomem, nos jogos noturnos).
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E o que são essas coligações políticas? No centro acadêmico daqui vota-se no aluno. Depois de eleitos (tem um número predeterminado de mais votados) eles decidem quem faz o que no grupo. Sei que no Brasil já houve algo parecido e não deu certo, mas do jeito que esse povo está se comportando, ia ser mais democrático escolhermos o vice, algo no estilo “vote no seu candidato do executivo: quem levar mais voto vira chefe, o 2º lugar ganha o vice”. Partido político hoje tá mero CNPJ.

domingo, 8 de junho de 2014

Breve Registro


Esta é uma embalagem de pasta de dente - não tem caixa, todas informações estão impressas no tubo plástico - sendo que aqui o tamanho é 75ml. Tanto esta marca quanto outras usam embalagem secundária (a de papelão) no Brasil. Não consegui encontrar motivo relevante para ainda termos a caixa. Fica para a volta, perguntar para os SACs o motivo.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Legendas


 
Se qualquer mesa de padaria, restaurante ou bar você encontrar este pote, saiba que ele é um lixinho para recicláveis. A ideia não é totalmente nova, eu sei. Em rodízios costumamos ter um prato improvisado, no centro, para "enterro dos ossos" - só que aqui todo lixo é separado, então o que você usar e puder ser reciclado (embalagens em geral), é para colocar aí. Ah! E se for um lugar em que leva a bandeija com prato até a lixeira, leve seu potinho também: ninguém quer sentar em uma mesa suja.



A estação de trem não tem porta, não tem funcionário, apenas uma sala de espera com alguns bancos, duas paradas de ônibus e esse banheiro, são 4 trens e 1 ônibus por hora (acho que as duas paradas são profiláticas, vai que um dia aumenta o movimento). Como tem que pagar, não cheguei a olhar se dentro é tão clean como por fora, só fico delirando se algum dia as cidades brasileiras terão banheiro público para que se possa caminhar com mais dignidade pela cidade. Mas como tem coisas que só se descobre convivendo, já vi muito marmanjo economizando no matinho não capinado do muro que fica do outro lado e um senhor que de todas as maneiras tentava abrir a porta e não conseguia (perdeu os 0,50 dele).

Quando crescer quero uma dessa!
Ao entrar você descobre que não há armário algum, o ingresso de mochila, bolsa etc está integralmente liberado. Na porta, o aviso de que o ambiente é filmado e duas antenas de segurança, para apitarem se algum livro sair. Mas também não pense que sempre fica algum funcionário por alí, cada um sabe de si. Ao lado do balcão estão banheiros - isso mesmo, dentro da biblioteca, no espaço reservado a livros, periódicos e dvds, onde é possível entrar com qualquer casaco ou sacola, há também banheiro de livre acesso aos leitores. Quase em frente, ainda dentro da biblioteca, há uma caixa com livros desatualizados e de ficção. No baldinho com moedas pede-se que sejam colocadas as correspondentes ao livro que você quiser ter como seu. As surpresas não param por aí. Depois que lhe disserem, será evidente que há uma sala dentro da sala de leitura. É lá que estão as impressoras e esta máquina...de escanear. Sim, você clica declarando que está cumprindo a lei, ajusta o livro entre as plataformas móveis e a folha fica escaneada. Pode colocar o dedão na borda que a máquina sabe que não é texto e não copia. UAU! Ainda estou tão emocionada com o "brinquedo" novo que não sei com qual texto usar, afinal a quantidade de livros em casa é ilimitada e posso sempre renovar - a não ser que alguém faça reserva.
 

Essa é para os desavizados de primeira viagem ou que não dominem o idioma: esses dois anúncios referem-se à mesma linha de trem. No quadrinho da direita, tem um só vagão pintado. Pois bem, haverá uma estação em que o trem se divide e cada parte vai para uma cidade diferente - se você entrar no vagão errado, dançou - além da possibilidade de pagar uma multa que começa a partir de 40 euros. Chegar em cima da hora nunca é recomendável.
"Ende" significa fim, eu sei. Passei pela placa sem dar bola à ela, ficava quase em frente a uma universidade, achei que tivesse relação com escola. E aquela era uma quadra longa, bem longa quadra. De repente, do nada, a calçada acabou. Precisei voltar tudo numa subida lascada, mas aprendi. Apesar das pessoas que vinham em direção contrária à minha, provavelmente saindo dos imóveis dali, presumo que signifique final de passeio, ou a indicação que aquela é a última oportunidade de atravessar a rua em segurança. Tem um outro sinal, com uma faixa vermelha em cima desse desenho, geralmente colocada em postes, de significado ainda desconhecido - na dúvida mudo de calçada toda vez que vejo. Poupa tempo e exercício.