quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Para alguma coisa, tudo sempre serve

Eu estava muito elétrica, com um texto que me parecia ótimo na cabeça mas, chegando em casa, a rua ficou um breu só. Demorei para estacionar na nova vaga e ao chegar no apartamento percebi que estava sem luz.

Praticamente uma vela e meia depois a luz voltou. Ainda sem saber se deveria ir dormir ou se emendava a noite resolvi ler e-mails. Boa notícia: rodízio amanhã (ou hoje) suspenso de manhã por causa o apagão.

Perdi um texto, mas ganhei um tempinho a mais de sono...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Museu do Ipiranga

Ontem resolvi aceitar a sugestão de uma revista semanal e fui conhecer o Museu do Ipiranga. A partir da nova estação do metrô, que está linda, com as cores da bandeira nacional em degradê, são 30 minutos de caminhada. Para conhecê-lo basta 20.

Um roteiro poderia ser organizado da seguinte forma: ilustrações (as originais) publicadas em livros de 5ª série ficam no térreo, à direita, e as da 6ª série, na sala central, em frente à escadaria de mármore.

O museu é administrado pela USP e há provisoriamente uma sala com acervo do antigo Banco Santos, até a Justiça definir seu destino.

O prédio está bem conservado e tem cheiro forte de madeira, o mesmo das igrejas do século XIX.

Não fosse a algazarra dos vizitantes e o lindo sol, observando o jardim seria possível imaginar-se em Versailles. Felizmente o MP foi vitorioso e as incorporadoras não conseguiram construir prédios à volta do jardim localizado às margens do riacho Ipiranga.

Como não vender

A feira de Iracema, apesar de ser passagem obrigatória ao turistas e ter a vantagem de ficar aberta após o horário comercial, não é o melhor lugar para fazer compras. Isso eu já sabia. Mesmo assim, estava decidida a comprar um quilo de castanha de caju crua, sem sal, que é a qualidade mais difícil de encontrar em SP.

Ao fazer pesquisa de preço percebi a ausência ou precariedade dos rótulos além de ter ouvido argumentos de venda como "cobro 15 porque a minha não é ransosa" ou "a minha é cozida no seu próprio azeite"(cozinhar em azeite não é fritar??? Pensei que fossem assadas...).

Resultado: não comprei castanha de ninguém. Em um lugar tradicional e turístico, maus fornecedores deveriam ser banidos. O gereciamento da categoria seria muito salutar, afinal, está óbvio que seu princípio básico é ali ainda ignorado: pior do que seu concorrente vender, é não existir comprador interessado em seu produto.