domingo, 17 de julho de 2011

Para cada descoberta, uma nova tarefa.

Cebola, assim como o alho, precisa de luz e frio intenso para se desenvolver. Provavelmente por isso há muito não encontrava algo descente in natura. Mas o mercadinho do bairro a surpreendeu novamente. “São argentinas”, respondeu-lhe o verdureiro, após sorrir por receber elogio pela qualidade de sua mercadoria.

O entusiasmo foi tanto que comprou mais do que seria consumido em uma semana, mais até do que sua paciência e olhos agüentaram picar e fatiar – até a tampa do processador quebrou de tanta cebola que lhe colocaram.

No freezer lia-se várias etiquetas: cebola ralada, cebola picada, cebola fatiada, caldinho da cebola...Mesmo assim sobraram 3, as mais bonitas, com casca cor de cobre reluzente. Lembrou-se, então, de um tempero para frango que havia ganhado, não havia utilizado ainda devido ao alto teor de sódio, porém quando umificador de ambiente faz-se necessário, problema algum há em reter um pouco de líquido (aos leitores menos avisados, sódio retém muito líquido no organismo).

Melhor do que o tempero que promete 100% de acerto no preparo é a bolsa para assar que vem junto (confiando na idoneidade do fabricante, assumiu tratar-se de plástico PAB free): coloca-se o frango e o tempero dentro dela, fecha-se o lacre, mistura-se tudo mexendo o plástico pelo lado de fora e leva-se ao forno baixo. Ela não pega fogo, assa o que estiver dentro e não suja nada a assadeira, pois ao final é só tirar os pedaços de dentro e jogá-la fora. Em cima da bolsa, colocou as cebolas.

Ficou tudo uma delícia, as cebolas ficaram tal qual as assadas no espeto, levemente adocicadas, sem o perigo de se machucar ao furá-las ou de arder os olhos. Congelou uma parte para saber se o sabor se mantém. Se der certo, fará outra visita ao quitandeiro. A prioridade, porém, será encontrar as tais bolsas de assar para vender.

* * *

O SAC do fabricante entrou em contato comigo, não poderia informar o tipo de plástico, nem se era PAB free por tratar-se de segredo industrial...No supermercado, por sua vez, vi que um de seus concorrentes tem produto semelhante. Ainda estou refletindo se vou incorporá-lo em minhas próximas compras.

sábado, 16 de julho de 2011


Mais uma historinha do www.astro.com, eles são muito bons. Mandei e-mail dando os parabéns e sugerindo que fizessem um livro em quadrinhos com todas as possibilidades de relacionamento  (em casa, no trabalho, na vizinhança). Mesmo para quem não acredita, os segundos acompanhando os desenhos são muito mais eficientes que qualquer descrição de estereótipo.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Mais um livro enriquecedor finalizado

Da aula dessa semana: A censura é mera decorrência do que somos e queremos esconder. É impossível ter opinião sobre o que se ignora. Assim, só é possível concordar ou discordar de algo que, de alguma forma, faça parte de nós. Somos o parâmetro na atribuição do juízo de valor; julgar é colocar em evidência o que reconhecemos por também estar contido em nós.

Lembrei-me de situações de autocrítica incompreensíveis a terceiros e resolvidas tão logo tenham sido compartilhadas - diálogo faz milagres. Ação, omissão, culpa, remorso, várias são as possibilidades, mas todas existem a partir de um referencial individual; terceiros envolvidos podem nos surpreender com outro pensar (que pode ser até mesmo total ignorância do conflito interno).

Esclarecer é essencial para enchergar o(s) caminho(s) e a(s) porta(s) existentes: ganha-se vida - tempo e qualidade - ao tirar o peso das costas.