sábado, 10 de novembro de 2012

Funk Universitário

E ah-iiiiiii! Segue o ritmo:

Tac. Tá. Tá, tá-tá.
Si num foi, inda tá lá.

Té. Té. Té-té-té.
Amor bom, larga do pé.

Ti. Ih, ti ti ti.
Comeu mal, deu piriri.

Tó. Tó, tó toró
Melhorou, estava só.

Tuc. Tu. Tu, tu-tuc.
ficou postando no feicebuq.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Penetra, desta vez por acaso.


Costumava passar por ali, mas só naquele dia notou o cartaz “workshop – grátis”. O assunto interessava-lhe. O horário era compatível com outras obrigações assumidas. Anotou o link.
Em casa, não encontrou a ficha de inscrição. Pena, começaria no dia seguinte. Mais tarde, pensou que talvez as inscrições estivessem encerradas, que talvez alguém pudesse ter desistido. Afinal, quando é grátis, as pessoas desistem mais fácil, menos ainda se comprometem, apenas impedem outros de terem acesso.
Chegou com alguma antecedência, para saber se poderia participar. O rapaz da recepção nada sabia. A sugestão foi procurar certo fulano. Lá se foi. Fulano dava ordens e perguntou-lhe por qual evento estava ali. Ouvindo a resposta, indicou-lhe a sala.
Foram três dias muito produtivos. No intervalo do terceiro dia, porém, fulano pediu para lhe falar. Vexame, a palestrante reclamou da conversa paralela. Mas fulano estava preocupado: o evento era exclusivo para selecionados, ele precisava prestar contas e tinha aquele nome acrescentado à caneta na 15ª linha da lista de presença. Pior, os certificados já haviam sido impressos no momento da inscrição, em número limitado, sem possibilidade de qualquer alteração.
Certificado? Compreendia a situação, não iria criar caso – experiência era o que importava. Nem perguntou se poderia continuar, apenas ali permaneceu.
 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A tosse

Foram tantos os anos sem que havia esquecido: tossir era incômodo. E a tosse veio-lhe fazer companhia justamente em momento que precisava manter o silêncio. Sem prática, segurou-se o quanto pôde: mas a garganta começou a coçar e os ouvidos a fecharem - como se fosse possível coçar uma garganta ou abrir os ouvidos.
 
Se não ia escutar, também não precisava mais do silêncio. E tossiu o mais forte que pôde; aguentou firme a ranhura na garganta, tudo na esperaça de se tratar de ato isolado. Que nada! Foi só o início: tossia enquanto quem estava à volta e não podia desviar mexia-se. Consciência pesada pelo barulho provocado em tão solene momento ou a cada vez mais comum ausência de paciência. Pouco importava. Continuou a tossir e não saiu de onde estava.
 
Poderia acalmar-se com uma bala, com um sachê de mel que trouxera na bolsa ou até com um copo d'água - mas se engasgasse morreria ali, não teria como pedir para que lhe acudissem - logo os outros que certamente pouco ouviam por sua causa, não ouviriam seu pedido de socorro. Para conseguir respirar, pensava que, se as pessoas não morriam de coqueluche, não poderia ser ali o seu fim.
 
Eternos torturantes minutos. Não havia o que fazer, ficaria pior - entre uma tossidela e outra - além da concentração em respirar, ter ainda que pedir licença e ir embora. Timidez não era problema, mas a incompetência de acumular tão importantes atividades: respirar, falar e tossir.
 
No momento das palmas, aplaudiu também - mesmo sem saber exatamente o quê. Percebeu, enquanto aplaudia, uma câmera filmando em sua direção. Segurou novamente a tosse. Lágrimas escorreram-lhe pelo rosto e a câmera, que antes movimentava-se lentamente gravando a imagem dos que aplaudiam, parou. Talvez tenha sido feito zoom das lágrimas. Eternos torturantes segundos.
 
Agachou-se para não ficar registrada a autoria do ser sem noção que atrapalhou a todos. Quanto mais tossia, mais rápido as pessoas se afastavam. Finalmente conseguiu sair dali. Estava feliz por ter se livrado daquela situação, faltava livrar-se da tosse.