quarta-feira, 20 de março de 2013

Reciclar também pode ser economizar

- Moço, quanto está a encadernação?

- A partir de R$2,50.

- Se eu acrescentar aqui, depois, mais umas trinta páginas, muda o preço?

- Cobro R$1,00 para fazer o furo – coloco já uma espiral que a dona pode usar também com mais folhas.

 Dias depois...

- Gostaria de furar essa apostila.

- R$1,00.

E, assim, utilizando capas antigas que tinha em casa, de trabalhos anteriores, ao invés de pagar por cinco encadernações, pagou apenas pelo furo nas folhas, em quantidade equivalente a cinco apostilas. E ai do encadernador se resolver ler o conteúdo e perceber tantas capas iguais!

Resultado: R$2,50 x 5 = R$12,50 – R$1,00 = R$11,50 de economia ou 92%, para quem pensa em percentual.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Questões incompreendidas

Chegando ao pronto-socorro, o cartão do convênio foi recusado. Depois soube que nenhuma mudança ocorrera na apólice, mas que ela só era respeitada se houvesse insistência. A informação foi dada como se, na pressa, terceiros fossem pressupor isso. Enquanto não é tomada a decisão quanto à mudança de plano, a carteirinha passa a ter a seguinte etiqueta: apólice com negociação diferenciada, ligar para operadora antes de recusar. Será que vai adiantar?
* * *
 
O comprovante de pagamento vai ser necessário em 30 anos, não agora. Se pagar pela Internet, ou o comprovante impresso é uma cópia simples (facílima de ser contestada e imitada), ou será um arquivo eletrônico existente enquanto houver a conta bancária. Na agência, agora, não tem mais a chancela mecânica, feita com tinta no boleto, mas é entregue papel fotossensível, que se apaga antes dos cinco anos previstos - cópia do comprovante é tão inútil como prova quanto a impressão da transação. Alternativa seria autenticar cópia do documento, custo que antes não se tinha, ou ficar pedindo ao órgão arrecadador comprovação do pagamento (ônus ao erário público). Quem regula isso?
 

 

sexta-feira, 8 de março de 2013

(Re) passando o tempo

Queimada. Eu conhecia como caçador e com regras diferentes. Eram dois times, uma das poucas brincadeiras de infância com bola de que eu gostava – e muito. No caçador, toda vez que a bola é lançada pelo time adversário, ela é um tiro. Quem é atingido vira caçador. Na queimada não é assim: como no caçador, pode-se fugir ou pegar a bola, mas se ela encostar ou se cair da mão – é fim de jogo.

Caçar matando eu entendia, mas queimar...? Qual a relação do jogo com seu nome? Muito pouco sei sobre queimadura, é verdade. Lembrei-me do jogo enquanto permanecia com a perna parcialmente empolada apoiada na cabeceira da cama.

Ainda não me conformo que possa ter me esquecido de passar protetor na panturrilha, um descuido tão idiota quanto o de ser atingida por uma bola evitável. A inconsequência tem consequências; sobrevive quem foge ou enfrenta (segurando a bola e não a deixando cair).

Também tem o desconforto, da coceira ou de assistir ao jogo sem estar nele. Sim, na queimada quem é queimado fica de fora; já no caçador, quem é caçado pode ficar em uma extremidade e ajudar a eliminar o adversário, enquanto há jogo, participa quem quer.

Insolação, definitivamente, não tive. Logo, a comparação pode até parecer – mas não é delírio. Um exemplo apenas de como se pode conseguir argumentar sobre qualquer coisa e em qualquer direção.