quarta-feira, 20 de março de 2013
segunda-feira, 18 de março de 2013
Questões incompreendidas
Chegando ao pronto-socorro, o cartão do convênio foi
recusado. Depois soube que nenhuma mudança ocorrera na apólice, mas que ela só
era respeitada se houvesse insistência. A informação foi dada como se, na pressa,
terceiros fossem pressupor isso. Enquanto não é tomada a decisão quanto à mudança
de plano, a carteirinha passa a ter a seguinte etiqueta: apólice com negociação diferenciada, ligar para operadora antes de
recusar. Será que vai adiantar?
* * *
O comprovante de pagamento vai ser necessário em 30 anos,
não agora. Se pagar pela Internet, ou o comprovante impresso é uma cópia
simples (facílima de ser contestada e imitada), ou será um arquivo eletrônico
existente enquanto houver a conta bancária. Na agência, agora, não tem mais a chancela mecânica, feita com tinta no boleto, mas é entregue papel
fotossensível, que se apaga antes dos cinco anos previstos - cópia do
comprovante é tão inútil como prova quanto a impressão da transação. Alternativa
seria autenticar cópia do documento, custo que antes não se tinha, ou ficar
pedindo ao órgão arrecadador comprovação do pagamento (ônus ao erário público).
Quem regula isso?
sexta-feira, 8 de março de 2013
(Re) passando o tempo
Queimada. Eu conhecia como caçador e com regras diferentes. Eram dois times, uma das poucas brincadeiras de infância com bola de que eu gostava – e muito. No caçador, toda vez que a bola é lançada pelo time adversário, ela é um tiro. Quem é atingido vira caçador. Na queimada não é assim: como no caçador, pode-se fugir ou pegar a bola, mas se ela encostar ou se cair da mão – é fim de jogo.
Caçar matando eu entendia, mas queimar...? Qual a relação do jogo com seu nome? Muito pouco sei sobre queimadura, é verdade. Lembrei-me do jogo enquanto permanecia com a perna parcialmente empolada apoiada na cabeceira da cama.
Ainda não me conformo que possa ter me esquecido de passar protetor na panturrilha, um descuido tão idiota quanto o de ser atingida por uma bola evitável. A inconsequência tem consequências; sobrevive quem foge ou enfrenta (segurando a bola e não a deixando cair).
Também tem o desconforto, da coceira ou de assistir ao jogo sem estar nele. Sim, na queimada quem é queimado fica de fora; já no caçador, quem é caçado pode ficar em uma extremidade e ajudar a eliminar o adversário, enquanto há jogo, participa quem quer.
Insolação, definitivamente, não tive. Logo, a comparação pode até parecer – mas não é delírio. Um exemplo apenas de como se pode conseguir argumentar sobre qualquer coisa e em qualquer direção.
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