sábado, 15 de outubro de 2011

BWSP - Balada Week São Paulo

Segunda-feira, dia 17, começa a segunda edição do Balada Week em São Paulo. A divulgação no jornal foi instigante o suficiente para que alguém que cada vez mais aprecia o seu lar se dedicasse à leitura da programação e cogitasse participar. Trata-se da aquisição de uma pulseira (R$110,00 a semana ou R$196 duas semanas) que dará direito, a quem utilizá-la, à entrada VIP em baladas e a porções e bebidas em dobro nos bares e restaurantes "pós-balada" participantes do evento.

A pesquisa no site, contudo, foi decepcionante. Há a relação de estabelecimentos, mas não a promoção de cada lugar. É claro que para saber se o investimento teria retorno seria necessário, antes da aquisição, definir a programação da semana: pedir um e ganhar dois só tem sentido quando há pelo menos dois para rachar a conta e quando os dois gostam do que é pedido!

A ausência de transparência abrange não só os "brindes" como as regras da entrada VIP. Pressupõe-se que não haverá fila para entrar, independente da hora em que houver tal tentativa, mas como os organizadores podem garantir isso se, por razões de segurança, é obrigatório observar a lotação máxima em todos ambientes fechados? Também não está claro se é possível remover a tal pulseira  - não, não pensei em rachar a pulseira, seja sorteando entre amigos o dia em que cada um irá usá-la, seja arrecadando-a dentro da balada para passá-la a quem tivesse ficado do lado de fora - é que seria inconcebível desfilar com ela em ambiente de trabalho...

* * *

Algumas palavras, mesmo que faladas diariamente, quando colocadas no papel, "dão um nó" no cérebro. Foi o que aconteceu quando escrevi "independente" no texto acima. Pela primeira vez percebi que estava utilizando um adjetivo como se advérbio fosse. Seria um advérbio irregular?

Não encontrei "independentemente" no dicionário nem no vocabulário ortográfico da língua portuguesa. Fui para a "prova dos nove":  Google.

Descobri que há letra cantada pelo Luan Santana com o "independentemente", mas o leitor pode ficar tranquilo porque considero apenas os textos assinados em minhas pesquisas. Apesar de vários textos indicando o contrário, fiquei satisfeita com a explicação da Professora Maria Tereza de Queiroz Piacentini (http://www.vestibulandoweb.com.br/portugues/artigo26.htm), que deu razão ao que "de ouvido" parecia-me correto.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Greves


Semana passada, ao acaso, descobri uma agência bancária aberta em plena Av. Paulista (só conto onde é após o final da greve). O “achado” ocorreu no mesmo dia de vencimento de uma conta cujo código de barras constava como inválido ao ser digitado. Imprimi a versão eletrônica da conta e, por questão de minutos, não fiquei inadimplente. Ufa!

Chegando em casa, recebi grande volume de correspondência, inclusive a mais esperada: uma conta que vencia hoje e que eu teria que ir ao centro para conseguir pagá-la. Após a popularização do e-mail, enviar e receber correspondência tem sido cada vez mais raro, restringindo-se a assuntos formais. O serviço da ECT está fazendo mais falta pelo monopólio imposto a todos do que pela atividade em si.
Ter “furado” as duas maiores greves do momento no mesmo dia parecia indício de um período de boas vibrações: sempre é bom pensar que é impossível haver algo impossível. Impressionante a capacidade que temos de adaptação – tanto para o melhor quanto para o pior.

O atendimento do banco, por exemplo, estava lento. Apenas uma senhora, que era cliente da agência e estava com a senha de atendimento preferencial, reclamou da espera de 25 minutos. Os demais pareciam como eu, aliviados de ter encontrado uma agência aberta e de pouco movimento. Contudo, mesmo com todos os 3 caixas funcionando, cada pessoa atendida ficava muito tempo no guichê. Tenho certeza que já teria saído briga se fosse um dia sem anormalidade. Esperar já era previsível, levei uma revista e nem percebi os 50 minutos em pé. O que muito me irritou foi ter que deixar 4 centavos por ausência de troco. Geralmente peço para depositar o troco na minha conta, ou até pago o valor a maior, pois costuma ser compensado na conta do mês seguinte. Mas ali não era possível, nem eu poderia ficar devendo R$0,01... - a corda só arrebenta do lado mais fraco.


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

+ Bienal

Nas artes, assim como no esporte e em outras atividades, busca-se e admira-se a superação. O esportista bate recordes – seus e em relação aos outros – é um critério objetivo. Artistas podem vir a ter obra-prima, alguns têm seu conjunto artístico estudados, mas nem sempre é possível precisar porque uns se sobressaem aos outros.
Estive na atual exposição do prédio da Bienal. “Em nome dos artistas – arte contemporânea norte-americana na coleção Astrup Fearnley” estará disponível até dia 4 de dezembro.
Na visita guiada, o destaque foi a informação constante de quem efetivamente havia trabalhado na obra, se o artista que a assinava ou se uma equipe colocara na prática sua idealização. Muito mais do que o resultado estético do que foi apresentado, o relevante da exposição são os questionamentos que ela impõe, muito atuais em um país que aparentemente discute os limites do plágio e da pirataria: quem é o verdadeiro artista, quem faz ou quem divulga e torna a obra conhecida? O marketing é mais relevante do que a obra de arte em si? O que torna um trabalho mais significativo do que o outro? O seu preço? A sua lucratividade?
Quanto menos conhecimento se tem, menos se opina e maior a suscetibilidade ao que é divulgado. A superficialidade ajuda a divulgação para a massa, que a consome e a ela se acostuma – pelo menos até a próxima enxurrada superficial. As obras que vi tornam claro esse processo. Se durante a exposição você se questionar “afinal, o que estou fazendo aqui?”, a proposta dos organizadores terá sido atingida.