Se na vida acontecesse extamente o que imaginamos, a fantasia não teria lugar - nem as surpresas.
Dizem que antes de nos submetermos à limitação da matéria, estabelecemos o que iremos fazer com o corpo físico que ganharemos.
É feliz quem cumpre o combinado, pois ao seguir a sua natureza terá condições de enfrentar o que vier.
Quanto maior a influência externa, maior a tendência de haver dificuldades.
É viver para ver (e não ver parar crer).
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Apesar de escrever com inspiração em acontecimentos vividos, textos lidos e representações assistidas, dentro do possível tenho evitado manifestar-me na forma de aconselhamento, apesar de algumas consultas que volta e meia aparecem. É algo natural em nossa cultura perguntar a opinião dos outros. O que não percebemos, muitas vezes, é que em toda afirmação há percepções e valores de quem responde, os quais podem ser bem diferentes de quem pergunta - apesar da afinidade existente.
Por vaidade, talvez, a preferência seja provocar o outro a manifestar-se, ao invés de assumir as escolhas como próprias e correr o risco da censura.
Incertezas e medos existem muito mais por causa dos outros do que por nós mesmos. Exercitamos o pensar e somos instigados a falar o que raciocinamos a partir de parâmetros ensinados; esquecemos que a origem e a finalidade está no sentir.
Sentir-se bem é a única resposta possível. Se algo incomoda, é o impossível que está sendo vivido. Por que quem já atingiu o impossível esquiva-se do possível ainda não sei - mas não dá para responsabilizar a vaidade por tudo.
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