terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Finalmente consegui conhecer um pouco de Brasília – somente o plano piloto, é verdade – mas foi o suficiente. A impressão que eu tinha tido antes, de que a cidade parecia de brinquedo, permaneceu. Mais estranho ainda é andar a pé: no final de semana, principalmente, a sensação era de cidade fantasma. Como boa turista, além de andar a pé, peguei ônibus de linha. Dica: os ônibus urbanos fazem o contorno das “asas do avião”, não as cruzam, de forma que pode levar muito mais tempo ir de transporte público do que dar uma caminhada (é quase tão absurdo quanto a linha turística de Curitiba, em que o ônibus só anda em um sentido. Errou de parada? Percorre tudo de novo...) Deixei alguns pontos turísticos para maio, quando terei de retornar. Pretendia ilustrar a viagem com a foto de uma parada de ônibus com prateleira de livros, uma espécie de bibliotecas informal. Eu havia visto uma reportagem sobre o assunto e posso atestar que há adeptos: a estante que estava cheia na sexta, no domingo só tinha dois exemplares, o que não dava uma boa foto. Absurdo máximo da cidade é o souvenir do Congresso Nacional. Vocês acreditam que todo o visitante ganha um cartão postal 14x20, com a foto do Congresso à noite? Não bastasse o dinheiro público estar financiando o souvenir, se você quiser, pode devolver o cartão preenchido que a postagem é por conta do Congresso! Questionei o valor gasto com isso e recebi a resposta de que se tratava de verba do selo, já prevista. Vou investigar a respeito e depois conto. Apesar de minha primeira reação ter sido recusar o tal cartão, depois achei que era melhor ter “a prova do crime”, e me enviei um. Chegou na 4ª-feira, sem carimbo dos Correios (como é controlado o volume enviado? Ou é mais uma cortesia dos Correios também?) Tudo muito estranho...Conhecer Brasilia, a cidade planejada para poucos que possuem carro e moram no plano piloto, onde vivem três dias da semana os homens que governam o país, ajudou a entender o modo como somos governados.

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