domingo, 23 de maio de 2010

Detetive

Reportagem hoje na rádio mencionava a história de um rapaz que estava utilizando uma das redes de relacionamento da Internet para localizar uma moça que ele havia visto na rua e se encantado, ele só sabia descrevê-la, desconhecia até mesmo o seu nome.

O destaque da reportagem foi seu pedido de ajuda na rede e várias pessoas respondendo, dispondo-se a ajudá-lo. A história não é original, apenas mais uma das manifestações de amor à primeira vista. Lembro que há alguns anos (antes da Internet) um turista havia publicado anúncio em jornais atrás de uma brasileira que ele havia conhecido, mas não recordo o desfecho de sua busca.

Mais do que romantismo, essas atitudes demonstram pessoas que efetivamente vivem a vida e procuram fazê-lo de modo feliz, pois apenas o vivenciar na prática pode gerar satisfação. É claro que as tais moças podem não retribuir ou retribuir só por um tempo (o tempo de uma vida?), mas mesmo assim será melhor do que a fuga da imaginação não concretizada.

Aos que discordam de minha afirmação, imagine-se em coma induzido desde o nascimento: a imaginação sendo exclusivamente sua vida; que parâmetro você utilizaria? É a interação o início de nossa expansão.

Imaginar só tem uma função: colocar o sonho em prática. Apenas imaginar é não ter, não ser, um existir muito tênue e estagnado. O que só você sabe e só de sua forma ocorre (pensamento, fantasia) é tão estável e chato quanto a unanimidade.

A “consciência do não” propicia a tentativa e, com ela, diversas possibilidades de sim. Não há regra para a intensidade e a quantidade de tentativas, mas é imprescindível respeitar o espaço do(s) outro(s). Afinal, quem não quer ser respeitado?

Ironia é, mesmo sabendo o que se quer e tendo a informação de como encontrar, por causa da ética da reciprocidade, ficar inerte.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Meu próximo carro será elétrico

Os apelos ecológicos para o consumo consciente são cada vez mais constantes. Motor flex é uma escolha do brasileiro muito mais pela economia que pode proporcionar ao pagar menos IPVA (em alguns Estados) e comprar o combustível mais barato. Só que ecológico mesmo é deixar o carro em casa - e essa possibilidade os carros nacionais não proporcionam.
Gosto de dirigir, mas não tenho problema algum em deixar o carro na garagem ou em pegar carona. Afinal, quanto mais passeio, mais intenso fica meu vínculo com o lugar. Por semanas preferi caminhadas e transporte público. Até que...
No princípio achei estranho ter esquecido o carro aberto, depois, tão temperamental quanto um computador, ao virar a chave, só recebi "téc" de resposta, pura birra dele por ter sido abandonado. Chamei o seguro e o diagnóstico foi certeiro: bateria.
Fiquei sabendo, então, que as travas elétricas, o alarme e o rádio consomem a bateria em um curto espaço de tempo (bem menor do que o dos carros sem acessórios) e que a chave elétrica também não funciona sem bateria. Como resolver? Ou liga o carro no máximo de 3 em 3 dias (superecológico queimar combustível sem sair do lugar, sem contar a qualidade do ar da garagem) ou com uma chave 10 desaparfusa a bateria e a isola uma parte (o carro fica sem alarme e, antes de utilizá-lo, tem que fazer operação inversa).
Só não enviei uma carta de "lavar a alma" para o fabricante porque o problema é comum a todos os modelos disponíveis no Brasil e também porque reconheço ter exagerado, uma vez que estou sem precisar abastecer desde dezembro.
Fica aqui o meu protesto - carro ecológico é o que pode ficar na garagem!

domingo, 16 de maio de 2010

Sábado, 15 de maio e Domingo, 16.

Na Europa, mais de 1500 museus abertos, em Sampa, a Virada Cultural foi também Viada Gastronômica.

Resolvi aderir ao movimento e escolhi a programação de cinema, três filmes e dois lanches das 24hs às 6hs, mesmo sem saber do que se tratavam os filmes. Achei que fosse ser cansativo, mas não foi. Outras pessoas levaram cobertor, travesseiro de viagem, lanches, etc. Não levei nada e os lanches oferecidos foram suficientes para acabar com a fome e espantar qualquer sono. 

sexta-feira, 14 de maio de 2010

where things happen first

Foi assim que, há alguns anos, respondi a estrangeiros, o motivo de ter escolhido São Paulo para morar (e não havia na época os lançamentos mundiais, simultâneos, que existem hoje).


Terça participei de mais um exemplo: tryvertising, existente nos EUA, Espanha e, agora, São Paulo. O que é? Um “prato cheio” para quem adora novidade, tem critérios rígidos na utilização de seus recursos e comemora cada oportunidade proporcionada pela vida para melhor vivê-la.

Não fui clara? Sabe aquelas pesquisas de marketing, em que você é remunerado para analisar um produto, geralmente que você já consome, enquanto pessoas te observam em um espelho espião? E os produtos que são demonstrados no varejo?

Tryvertising mistura os dois. No que fui paga-se um taxa anual e pode-se retirar até 5 produtos por mês para serem testados em casa (e outros podem ser testados na loja). Os questionários são preenchidos na Internet (para minha decepção são muito objetivos, não pude opinar como gostaria, pois gosto de efetivamente participar, uma forma de ajudar a indústria a produzir para mim...).

Estive na inauguração, por ser novidade achei mais seguro só aderir após conhecer a loja e ir no primeiro dia para pegar os melhores produtos. Foi então que começou a saga. O cadastro e o pagamento são feitos via Internet. As pessoas resolviam tudo por celular, mas eu precisava de uma Lan House. Sobe-e-desce-lomba em Vila Madalena, atrás de um computador. Percebi que pela primeira vez passeava pelo bairro durante o dia, foi quando lembrei do Hostel, que aceitou comercializar 20 minutos de acesso...Ufa!

Duas horas depois retornei à loja e o que eu havia gostado praticamente não havia mais, além disso, o sistema estava fora do ar. Foi então que percebi um cenário montado para a reportagem de TV, com um exemplar de cada produto. Não tive dúvida, fiquei aguardando o fim da filmagem e a estratégia mostrou-se correta: consegui os 5 produtos que eu queria. Já testei e, se eu conseguir manter a disciplina de ir todos os meses e, em todos eles encontrar 5 produtos que me agradem, eles terão custado menos de R$1,00. Em um cenário econômico inflacionário, além de lúdica, a experiência parece-me um ótimo investimento.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Chapelaria

Atenção organizadores de festa: o serviço de vallet nem sempre garante sair do carro em local coberto e climatizado, direto ao evento, certo? Na pista de dança, se você for bom organizador, as pessoas sentirão calor de tanto dançar, concorda?

Então porque não há mais chapelaria? Haja coluna para dançar com a bolsa em um ombro (no chão ela suja) e criatividade para manter a elegância carregando casaco...

Se a mão de obra está cara ou pouco confiável, coloque armários com chave ou algo equivalente - e com câmera - mas conforto é sempre necessário, inclusive na diversão.