segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Displicência

Uma vez por ano. Esta é a periodicidade exigida por lei para treinamentos de combate a incêndios. Prédios comerciais costumam seguir à risca a legislação, geralmente sem grande comprometimento de quem por ali trabalha. Onde você mora, de quantos treinamentos você participou? Se mora em casa, sabe a rota de fuga, considerando o princípio de incêndio em cada cômodo?

 

Só adulta aprendi que se deve sair pela escada usando o corrimão da direita, deixando livre o corrimão central para os bombeiros subirem. Algo óbvio que exige disciplina e sangue frio no momento da fuga. Mas basta um desavisado para o perigo aumentar, para atrasar o acesso dos bombeiros.

 

Regras são necessárias, mas só se tornam úteis se divulgadas e respeitadas. Quem tiver algo melhor que sugira e implante. Enquanto não houver, que obedeça o estipulado – e tenha o comprometimento em conhecê-lo, uma cultura que pouco observo.

 

Não vou falar tal qual engenheira de obra pronta, até porque negligência, imprudência e imperícia fazem vítimas diariamente. O problema não é novo. As centenas de pessoas jovens, divertindo-se, mortas em tão pouco tempo podem até tornar a fiscalização mais severa, mas qual a eficácia disso?

 

No cinema ou no teatro, quando mostram a saída de emergência logo que apagam as luzes, qual a sua atitude? E durante as regras de segurança do voo? São as pessoas, não são as regras que modificam, arriscam ou tornam segura uma vida. Onde estiver: casa, trabalho, lazer – saiba por onde entrar e por onde sair. O mesmo vale para a escola e lugares que filhos e dependentes frequentam - e os ensine a se infomar e a seguir as regras de segurança.

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